ABVC na Argentina
Enviado em 20 de Outubro de 2009
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Um grupo de associados e diretores da ABVC esteve recentemente na Argentina. (E antes que paire qualquer dúvida, cada um pagou a sua parte !).
O motivo principal foi fazer uma palestra para os hermanos, sobre o Costa Leste 2010, para integrar uma vez mais o “Crucero de La Amistad”, flotilha de Argentinos e Uruguaios que parte de Buenos Aires para o Rio de Janeiro a tempo de integrar-se no Costa Leste. Na ocasião, nossos compañeros velejadores Pepe “Fuera de Borda”, Carlos Salvochea e o vice-comodoro de Relações Públicas do Rio Grande Yatch Club, Carlos Augusto Vieira da Fonseca, nos receberam muito bem e nos deixaram muito à vontade.

Nós quem, Garibaldo? Cláudio Santini, nosso presidente, Cláudio Renaud, tesoureiro, e os sempre ativos associados (e futuros membros da próxima diretoria?) Janjão, Zanella(ão e inho), Ivan Perdigão, e Vail Mony e este missivista que vos atualiza, Ricardo Amatucci. Do Rio de Janeiro ainda tivemos a presença de Antônio Aranha e do Edú Penido, Diretor de Vela do ICRJ. Além da integração já conseguimos costurar algumas providências iniciais para a organização do próximo Costa Leste…
Presentes à palestra, mais de 120 pessoas que estiveram muito interessadas (e algumas já pré-inscritas !) no próximo Costa Leste, que deve partir do Rio de Janeiro em julho de 2010.

Também fizemos uma reunião na Prefeitura de San Isidro, com o Prefeito Dr. Gustavo Posse, o Secretário de Desenvolvimento Social Mario Salvador Alonso; o Subsecretario de Esportes Prof. Mario Scuderi e o Diretor de Competições, Prof. Alberto Cucchiani. Na ocasião, houve uma troca de protocolos e a formalização do decreto municipal número 1478 de 9 de Junho de 2009, que declarou o Crucero de la Amistad de interesse municipal. Também na ocasião, Carlos Augusto Vieira Da Fonseca (Guto) entregou ao Dr. Posse, uma carta do Prefeito da cidade do Rio Grande, com a proposta de ambos os municípios tornarem-se irmãos, dado seu mutuo interesse pela náutica.

Entre um compromisso oficial e outro, fizemos passeios, compras e rega-bofes com muito “bife de chorizo” com bons vinhos… ah, e umas comprinhas nas lojas náuticas que ninguém é de ferro.

Também fizemos uma visita ao Salão Náutico Argentino, para ver as novidades e os produtos.

Foram 10 veleiros sendo um, o Millennium 390, um projeto de Soto Acebal, o mesmo do S40 Gol/Mitsubishi do Eduardo Souza Ramos, recém visto tanto na Semana de Vela de Ilhabela quanto no SPBoat-lancha-Show…

No cômputo geral, a crise na Argentina é grande. O real vale mais que o dobro do peso (1 real = 2,20 pesos), o que torna os produtos mesmo em dólar atrativos, também por por causa da pesada carga de impostos do Brasil.

Mesmo assim, em números oficiais, 4.800 embarcações são registradas anualmente na Argentina, muito longe das 8.000 da década de 80, nas palavras de Jorge Farré, presidente da Cacel, a Câmara Argentina de Construtores de Embarcações, entidade que nasceu em 1969 com o objetivo de promover a indústria náutica daquele país.
Comparando com os números do Brasil, fica a pergunta científica e recheada de bom português: é mole?

Metrô que liga o centro à estação de trem que vai para outros municípios