Artigos
Comentários

Pandiani por Pandiani…

novo 1 - novo 1

Foram 50 mil quilômetros velejados em pequenos catamarãs sem cabine ao longo desses últimos 15 anos. Velejei da Antártica à Groelândia e nessa última viagem atravessei o Oceano Pacífico desde a costa chilena até a Austrália. Muita gente me pergunta como e por que decidi largar a minha vida de empresário da noite (Aeroanta, Clube BASE, Lounge, Olívia) e me lançar ao mar, realizando uma série de viagens longas por lugares pouco explorados em uma jangada high-tech.

Trabalhei por 16 anos na noite, primeiro como barman e depois montando casas noturnas e as administrando – atividade extremamente cansativa e desgastante, por todas as circunstâncias do negócio. Bebida alcoólica, jovens testando seus limites, drogas e má educação em geral. Aprendi muito nesses anos e acho que esse aprendizado foi fundamental para levar adiante minha decisão de me tornar um velejador profissional. Para isso, precisava de uma forte decisão interna e sabia que essa mudança traria benefícios, mas também um custo pessoal alto. Já tinha 36 anos quando decidi mudar e teria que construir algo a partir do zero.

O que me ajudou foi a confiança que tenho nas decisões que tomo quando ouço meu coração, mas não sabia bem onde queria chegar; simplesmente, no primeiro momento, senti que tinha que partir.

Hoje, vejo que a maior mudança foi ter dado esse tempo para mim. Gosto muito de viver em São Paulo, mas vejo o quanto é importante ficar por algum tempo fora daqui.

novo 2 1 - novo 2 1

Durante as viagens, vivo o oposto da vida urbana em quase tudo. O barco não tem cabine, logo, velejo sem proteção, durmo mal na maioria das noites, fico exposto à chuva, ao frio e ao calor. Viajo muitas vezes por lugares ermos e, na maior parte do tempo, falo pouco. Não leio jornal e nem fico sabendo de nada sobre que acontece no mundo. Não compro absolutamente nada e o que consumo é o mínimo para ter energia para velejar.

O que percebi depois de algum tempo é que esse afastamento me fez questionar o nosso modo de vida: o consumo exagerado, os maus hábitos alimentares, a corrida contra o tempo e o desperdício de recursos, como água, energia elétrica e alimentos. Como a vida no barco é restrita do ponto de vista de espaço, quando volto ao Brasil depois de uma temporada fora, fico assustado com os hábitos e quase me esqueço de que também vivia assim.

Nessa última viagem, velejei muitos dias sem ver terra – para ser preciso, foram 71 dias – e como ficava horas e horas no leme olhando para o horizonte, acabava entrando quase em estado de transe. Os pensamentos iam longe e depois de um tempo percebi que o oceano de dentro é muito maior que o oceano de fora. Esse afastamento da vida urbana, que me poupou do massacre diário da mídia, me colocou em contato com a vida verdadeira, pois, quando cessaram os estímulos visuais e auditivos, só sobraram o mergulho interno e uma nova fronteira, a fronteira do perceber e sentir.

Pensava que ia descobrir muito a respeito do meu companheiro de barco, Igor Bely, mas percebi que a pessoa com quem mais convivi na vida e menos conhecia era eu.

Esse estímulo foi o melhor que a vida pode me oferecer e, depois de tanto buscar pelo mundo afora, percebi que tudo estava aqui mesmo, dentro de mim.

Quando voltei, decidi escrever O mar é minha Terra para registrar tudo o que vivi pelas Américas e pelo Pacífico. No livro, o leitor conhece desde o interior do Bye Bye Brasil, nome do meu barco, até a Polinésia. Durante as noites em mar aberto, nem sempre conseguia dormir, e minha memória trazia à tona episódios de outras viagens. Assim surgiu a ideia desse trabalho, no qual o leitor é convidado a navegar nas minhas lembranças. A viagem vai acontecendo: do lado de fora o pequeno catamarã corta a imensidão azul; do lado de dentro exploro a imensidão desconhecida. Esse foi o jeito que escolhi para contar tantas histórias, falar das coincidências, dos encontros marcantes, das fortes experiências e dos lugares inesquecíveis pelos quais passei. (Texto: Beto Pandiani)

Palestra de Betão Pandiani para ABVC

lastscan - Novo livro de Pandiani

Noite de quinta, trânsito infernal, mas pelo menos não choveu. Lá dentro, no Centro Cultural da Marinha, um clima descontraído. Lanche, refrigerantes, a lojinha da ABVC pra quem quisesse flâmulas, camisetas e outras coisinhas.

carnaval 2009 004 - sessão de autógrafos

Ao chegar, Pandiani já mostrou como é: calmo, alegre e falante, contou histórias que repetiria durante a palestra, tirou fotos com os fãs e autografou os livros que trouxe (ainda não foi lançado no Rio de Janeiro o que deve acontecer logo).
Durante a palestra fez um resumo dos seus projetos anteriores, e mostrou em fotos e palavras o quão dura foi a travessia do Pacífico. As quebras, as soluções, as dificuldades, saudades e a amizade que cresceu com seu companheiro de viagem, Igor. Mostrou que um turno, mais que a preocupação da hora que vai terminar, deve transformar-se em preocupação com o companheiro, o que traz prazer ao invés de tédio…

carnaval 2009 018 - Betão fala para a platéia lotada

Contou momentos engraçados e inusitados, arrancando gargalhadas da platéia de mais de 60 pessoas que lotaram o auditório do Centro Cultural da Marinha em São Paulo.

E também sobre momentos surpreendentes, como seu casamento no Thaiti, num rompante de paixão…

Ao final, respondeu muitas perguntas de cunho pessoal, profissional, e voltou a autografar e atender um a um dos velejadores-tietes que faziam fila para falar com ele.
Se a palestra foi nota 10, o Betão foi 1.000 !

carnaval 2009 009 - Muita gente presente

Além das fotos postadas aqui, veja no site do veleiro Tangata Manu um video com mais fotos…

Beto Pandiani faz palestra em São Paulo

Pandiani - Pandiani fala em Sampa para a ABVC

Conheça um pouco mais das aventuras de Beto Pandiani:

Data: 17 de setembro, quinta-feira
Horário: 19 horas
Palestrante: Berto Pandiani
Tema: “Segurança é uma Experiência Coletiva”
Endereço: Av. 9 de julho , 4597 - SP
Ingressos (à venda na hora): R$ 20,00 (sócios em dia) e R$ 30,00 (não sócios)
Estacionamento (valet) no local.

Foram…

* Duração: 135 dias
* Partida: Vina del Mar (Chile), set/07
* Chegada: Bundaberg (Austrália), nov/08
* Barco: Catamarã de 25 pés
* Velejadores: Beto Pandiani e Igor Bely

Nesta sexta viagem em um catamarã sem cabine o conceito mudou completamente dadas as condições da região. As velejadas foram oceânicas, navegando longos trechos de mar sem terra.
O Oceano Pacífico tem muito pouca terra, e por isso o maior desafio foi cruzar grandes distancias sem apoio, ao contrário das viagens anteriores que eram costeiras, e previam paradas quase todos os dias.
O Objetivo desta viagem foi conectar o Chile à Austrália velejando por todo Pacífico Sul por mais de 9.000 mil milhas.
O roteiro foi traçado para amenizar estas distâncias, sendo partem de Vina del Mar na costa chilena e navegam 2.200 milhas até a Ilha de Páscoa durante 18 dias. Depois de uma escala de 16 dias a fim de documentar a ilha partem para Mangareva a 1700 milhas de distância, no arquipélago de Gambier.
Já em Mangareva em águas da Polinésia Francesa a viagem foi parada por causa de uma quebra e pela estação dos furacões.
Esta primeira fase da viagem cobriu quatro mil e quinhentas milhas náuticas que foram feitas em aproximadamente em 80 dias corridos.
Quatro meses depois a viagem foi retomada de Mangareva até Fakarava no arquipélago de Tuamotu, distante 780 milhas.
A escala seguinte foi o Taiti quinhentas milhas das Marquesas, um conjunto de ilhas também da Polinésia Francesa.
A viagem seguiu para as Ilhas Cook, Tonga, Nova Caledônia e finalmente em Bundaberg na Austrália, finalizando 71 dias de mar aberto.
Agora aporta no Centro Cutural da Marinha para a ABVC.

Venha tomar um lanche, rever seus amigos e fazer novos !

5º Encontro da Vela Caipira em São Manuel

enc caip1 - Entrada do Encontro

O 5º Encontro da Vela Caipira foi realizado no Clube Água Nova, nas proximidades da cidade de São Manuel, centro oeste do estado de São Paulo, à beira da represa de Barra Bonita (rio Tietê) no final de semana de 12 e 13 de setembro, com a presença de mais de 80 pessoas. O principal objetivo de mais essa iniciativa da Diretoria do Interior da ABVC foi a difusão da vela na região da represa de Barra Bonita.

enc caip2 - Paulo Abreu e Paulo Fax

Lá, rolou muito bate papo, palestras, churrasco, cerveja e velejadas.

enc caip3 - Veleiro no Encontro

Para a criançada e famílias, cavalo para passeio, banho de piscina e muita diversão.
c  ada1 - diversão na águac  ada2 - mais água...

Quem quis pode hospedar-se num dos confortáveis chalés com chuveiro, cozinha completa e televisão (afinal era o último capítulo da novela e no dia seguinte tinha Fórmula 1…)…

c  ada3 - cavalgada

…ou ainda jogar bocha pra relaxar. E como o clube fica no meio de um imenso canavial de uma usina (são mais de 17 km de uma excelente estrada no meio da cana), ainda deu pra chupar cana no pé… eita coisa boa, sô !

enc caip4 - Veleiro no Encontro

A Marinha do Brasil, que apoiou o evento, teve sua palestra na voz do sub-oficial Sodré e do Sargento Leônidas, da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná. Eles discorreram sobre a segurança na navegação.

Marinha1 - Palestra Marinha

O destaque foi o efetivo pequeno para tomar conta de uma imensa área. São 37 homens para 501 municípios… Tirando o comando, os homens em outras operações, restam 18 para fiscalizar esses 501 municípios…

Marinha2 - Palestra Marinha

Depois foi a vez de Fábio Salla, um Engenheiro mecatrônico cuja idade não revela a importância e o progresso obtido nos negócios: ele constrói com seu pai, os veleiros Flash (135, 195 e 205), além de modelos específicos como o Poli 19 para deficientes físicos ou ainda catamarãns em parceria com a indústria naval da Austrália.

Salla - Salla

Também foram eles que fizeram algumas peças do veleiro de Izabel Pimentel (6.5 mini transat), como a quilha em bulbo e o leme. O segredo ? Fábio revelou que ao invés do tradicional método de construir um plugue (aquele modelo que vai servir para fazer as formas da produção), ele faz moldes em isopor de alta densidade através de usinagem CNC.

Salla3 - CNC da FlashSalla2 - Moldes em isoporSalla5 - Modelo em isopor após usinagem

O detalhe é que ao invés de importar um robô, Fábio construiu o dele. “Sem peça de reposição ou manual, mas a gente conserta rapidinho quando dá problema”, explicou sorrindo.

O Professor Fábio Reis, que veio de Campinas para prestigiar o acontecimento, também falou sobre navegação astronômica e prometeu:

fabio reis - Prof. Fábio Reis explica a navegação astronômica

em breve um curso para a ABVC só de uso prático do sextante, com aulas práticas no planetário !

Na esteira da construção, vieram, ainda as palestras de Andy Goldstein (Mod Yachts), que falou de seu sucesso (e que estava por lá representado pelo veleiro Bishop), um Mod 23,

mod yachts - Andy da Mod Yachts

além da história de sua vida na construção; e Flávio Antônio Rodrigues da Flab Construção Artesanal de Embarcações, que falou de seu método e a construção dos projetos consagrados do mestre Cabinho.

Flavio - Flavio, da Flab

Já Arnaldo Paes de Andrade, fabricante das velas Cognac, palestrou sobre a proposta de um projeto de veleiro popular, o “Fractal 13”,

fractal - Projeto Fractal

que aparece unindo diversas soluções de problemas comuns em monotipos de projetos antigos…

Arnaldo - Arnaldo, da veleria Cognac

…como Pingüim, Laser e Dingue, no sentido de aprimorar bordas altas (dificuldade de retorno em caso de virar o barco), ou a saída da água embarcada, entre outros.

Ainda falou o velejador Werner, que construiu seu próprio veleiro e agora quer leva-lo para Paraty…
Werner - Werner
(Seja bem-vindo Werner !)

A grande novidade do encontro ficou por conta do anuncio da 1ª Expedição Tietê-Paraná, na qual pelo menos 8 veleiros sairão da região de Barra Bonita e subirão o Tietê através de suas barragens até o encontro com o rio Paraná.
banner 1a. Expedição Caipira - Expedição navegará o Tietê
Paulo Fax (vice-pesidente da ABVC Interior), Paulo Abreu (Coordenador Adjunto) e Francisco Piza (ex-vice-presidente no mandato anterior), explicaram o projeto e anunciaram a criação para breve, de um banco de tripulantes e comandantes que servirá para o planejamento das tripulações dos veleiros envolvidos na viagem. Assim, sempre que houver a impossibilidade de alguém continuar – já que a distância e portanto o tempo envolvidos são grandes – haverá essa solução.

logo - logo

Alguns dos veleiros já fizeram adaptações nos mastros, devido às passagens pelas redes de alta tensão ou pontes no percurso, cuja altura média é de 5 metros (enquanto a dos mastros é de 7…).
Outra providência está sendo a adaptação das cartas náuticas realizadas por Francisco Piza. Embora a marinha possua cartas do trecho da hidrovia, elas limitam-se ao canal e não contemplam os afluentes, arredores e outros locais de interesse. Assim, a partir das cartas do IBGE, Piza está adaptando para a náutica e facilitando o futuro trabalho dos comandantes. É a força da vela do interior mostrando seu trabalho: nóis é jeca mais é jóia, já diria a música… Pois é, depois desse fim de semana confesso: sou mais jeca que antes !

Em breve mais detalhes sobre a Expedição Tietê-Paraná !

Para saber mais:

Marinha (Capitania Fluvial Tietê-Paraná): https://www.mar.mil.br/cftp
Flash: http://www.veleirosflash.com.br
Flab: http://www.flab.com.br
Veleria Cognac: http://www.velascognac.com.br
Mod Yachts: http://www.modyachts.com.br
ABVC: www.abvc.com.br

Fábio Reis: http://www.escolanautica.com.br

Embaixada da ABVC na Refeno !

Caros associados,

Cleidson Nunes, o Torpedinho, organizador da Refeno do ano passado e vice-presidente da ABVC para Recife organizou a Embaixada da ABVC para a Refeno. Veja as vantagens que os associados das ABVC poderão usufruir:

- Todos os associados da ABVC que participarão da Refeno deste ano poderão contar na semana que antecede a largada com dicas de acesso ao clube, produtos e serviços de manutenção em Recife e Noronha, ajuda na procura de peças de reposição e apoio.

- Dicas de ancoragem, waypoints da Ilha e do litoral de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e programação de GPS Garmin

- Para quem for seguir para o Caribe (a turma está engrossando !!!) arquivos de cartas e guias do Caribe, Panamá e Pacífico para cópias

- E ainda o tradicional churrasco espontâneo da segunda-feira está mantido. Os que estiverem interessados podem desde já manifestar-se contatando WORLDSAILORS@HOTMAIL.COM (claro está garantida a presença da famosa cachaça Sanhaço…)

- É fácil achar o Torpedinho. Comece perguntando a qualquer um já que ele é figura carimbada por lá. Se não achar, o veleiro dele é o Curumin e tem 2 bandeiras da ABVC. Ou ainda no Cabanga pelos fones 081-9282-7491 /
81-3221-5751 ou SKIPE – ADVCONSULTE ou ainda pelo e-mail
WORLDSAILORS@HOTMAIL.COM

BONS VENTOS

Sta Catarina9 - Sta Catarina9

Aleluia: saem as carteirinhas !

carteira2009 - carteira2009

A chuva veio corroborar o milagre: as carteirinhas da ABVC ano 2009 estão começando a ser entregues.
Brincadeiras à parte, apesar da dificuldades técnicas nossa diretoria conseguiu superar mais uma vez os obstáculos e produzir as novas carteirinhas.
Não é fácil mesmo. Só pra ter uma idéia: Tem o gerenciamento das anuidades, as cobranças, a busca por patrocinadores, a efetivação desses contratos, o design, a encomenda, o atraso na produção pela empresa que produz, a aprovação do lay-out, a etiquetagem e envelopagem, o correio… enfim, não dá pra reclamar. Agora saiu !
E ficou lindona.
Com o patrocinio da Delta Yachts e uma linda imagem de um 45cão na orça, as primeiras carteirinhas estalando de novas foram antregues com festa. A primeira, à associada de numero 1.000, presente na palestra, e a segunda a de número 1 do fundador e ex-presidente Fernando Sheldon…
No verso o logo da Delta e da apoiadora, a Seguradora Murolo.

carteira2009vers - carteira2009vers

Ambas acreditaram na ABVC e por isso merecem nosso aplauso, mesmo que virtual: clap clap clap ! (som de palmas como nos gibis antigos).

Palestra no Centro Cultural da Marinha

palestra01 - palestra01

Entrada da palestra e distribuição das carteirinhas

Em uma noite agradável e chuvosa, mais de 50 pessoas compareceram à palestra de Thierry Stump ontem, quinta dia 20.
Antes da palestra, sanduíches e refrigerantes animaram os que chegaram cedo. Muito bate papo – claro, sobre vela – e descontração.
Como sempre, o início foi retardado um pouco (cerca de meia hora), para que as pessoas pudessem vencer um dia normal de trânsito – e portanto caótico – de São Paulo, a terra da garoa promovida agora a terra da chuva.

palestra02 - palestra02

Quem achou que a palestra seria árida e técnica, enganou-se. A palestra foi muito agradável. Thierry é uma pessoa muito calma, de fala mansa e profundo conhecimento técnico. Mesmo assim, sua abordagem é popular o suficiente para que mesmo leigos como este que vos escreve, pudessem aproveitar e aprender um pouco mais sobre cascos e barcos de alumínio. Sem nenhuma preocupação em “vender” seus projetos, ele acredita no desenvolvimento dos estaleiros brasileiros em ritmo lento. Comparando o Brasil com a França dos anos 70, quando havia uma competição ferrenha com a Inglaterra mas a construção náutica ainda era incipiente, lembrou dos tempos de Tabarly e Moitessier.
palestra3 - palestra3

Uma das curiosidades abordadas por Thierry foi a precificação dos seus barcos de alumínio: feita em quilos. Você adquire quilos de alumínio que serão transformados em barco. 18 meses é o prazo médio de Thierry para um veleiro também médio.
Em outro momento interessante, após uma colocação da platéia que participou intensamente da palestra com perguntas a todo momento, Thierry comparou a produção de veleiros industrializados versus os artesanais, mostrando que estes últimos empregam muitas famílias durante muito tempo, ao contrário dos de produção em massa, embora a taxação de impostos seja a mesma para ambos, o que aumenta em muito os preços de veleiros que não são produzidos em escala. Explicou que os cascos de alumínio proporcionam um design interno diferente, melhor, pois não há a obrigatoriedade de anteparas ou divisões. “Você pode ter grandes espaços internos, salões, porque o próprio casco é a estrutura”, explicou. Para quem conhece o Paratii 2 de Amyr, sabe bem o que isso significa.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de pintura e tratamentos nos cascos de alumínio, Thierry explicou que sim, era perfeitamente possível, elogiando inclusive os materiais que usa, da Coninco, (patrocinadora deste blog e do site da ABVC) também presente na palestra na pessoa de Raymond, velejador e proprietário da indústria.
palestra05 - palestra05

Presidente da ABVC, Claudio Santini, Thierry e Raymond

“O veleiro de alumínio nunca será o primeiro veleiro. Deve ser um veleiro pra quem tem planos de longo prazo e longas viagens”, explicou Stump (a pronúncia do sobrenome é st“Ú”mp mesmo e não st“Ômp…). E ele também acredita que não se deve ter um veleiro enorme. “No início vão 20 amigos, depois a mulher e os filhos. Depois só a mulher. E por último só o comandante mesmo…”, disse, sob risos dos presentes.

palestra4 - palestra4

A palestra terminou por volta de 22h com um convite para visitar seu estaleiro, bastando para isso dar uma telefonada para que ele possa estar em um dia menos movimentado e dar atenção ao visitante. Conheça melhor o trabalho dele em seu site:
www.equipethierrystump.com.br

Thierry Stump faz palestra em São Paulo

Caros,

Lembramos a todos sobre mais uma palestra a ser realizada nas dependências do Centro Cultural da Marinha em São Paulo.
Thierry trabalha com barcos desde 1968. Em sua carreira, projetou e construiu mais de 80 barcos, de 16 a 140 pés.
Já transformou em barcos mais de 365 toneladas de alumínio. É dele a construção do PARATII 2 de Amyr Klink (Veja o vídeo no site).
Conheça mais de seu trabalho em:
www.equipethierrystump.com.br

Pré- inscrições: contato@abvc.com.br
Data: 20 de agosto, quinta-feira
Horário: 19 horas
Palestrante: Thierry Stump
Tema: Barcos de Grandes Viagens.
Endereço: Av. 9 de julho , 4597 - SP
Ingressos (à venda na hora): R$ 20,00 (sócios em dia) e R$ 30,00 (não sócios)
Estacionamento (valet) no local.

Venha tomar um lanche, rever seus amigos e fazer novos !

ABVC

O Mar Sem Fim não acabou…

Mar Sem Fim - DVD\'s Mar Sem Fim

Pouco mais de quatro anos depois do início de uma expedição a bordo de um veleiro, a série de documentários Mar Sem Fim é lançada nacionalmente em uma caixa com quatro DVDs e cerca de sete horas de filmagens.

A viagem do jornalista João Lara Mesquita, que percorreu toda a costa litorânea brasileira, do Rio Oiapoque (na Região Norte) ao Chuí (Região Sul), havia sido exibida de abril de 2005 ao mesmo mês de 2007, pela TV Cultura (Fundação Padre Anchieta), no formato de 90 documentários de 30 minutos cada um.

Esse trabalho foi indicado para o Prêmio Jabuti, na categoria Reportagem.

Professores de algumas universidades federais já solicitaram cópias de Mar Sem Fim para exibirem para alunos de cursos como Geografia, Oceanografia, Geologia e Biologia. Antonio Carlos Diegues, professor do Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental (Procam), da Universidade de São Paulo (USP), pretende apresentar a série para seus alunos no primeiro semestre de 2010.

Nos mesmos moldes de Mar Sem Fim, João Lara Mesquita já acertou com a TV Bandeirantes uma série de oito documentários, que começa a ser filmada em outubro deste ano. Na expedição, agora não mais a bordo de um veleiro, mas de um barco motorizado, o jornalista percorrerá a costa argentina, os canais patagônios e a Antártica. Os documentários de uma hora cada um serão exibidos às segundas-feiras de janeiro e fevereiro de 2010.

Inauguração do Museu “Casa do Homem do Mar”

museu bombinhas - museu em bombinhas

Foi inaugurado, no dia 14 de março de 2009, em Bombinhas-SC, o Museu “Casa do Homem do Mar”, considerado um dos mais importantes museus navais brasileiros, cujo acervo contribuirá para a difusão da cultura marítima no País.
O projeto é do Instituto Soto Delatorre, entidade sem fins lucrativos, fundada em 2005 com o intuito de criar espaços culturais para promover a educação por meio da ciência, fomentando, assim, a preservação do patrimônio natural, histórico e cultural.
Com aproximadamente 2200 m² de área construída, a “Casa do Homem do Mar” é um museu de história naval que busca resgatar, desde os primórdios da humanidade até nossos dias, a relação do homem com os oceanos, em seus mais variados aspectos.

Fonte: Centro de Comunicação Social da Marinha

« Página Anterior - Próxima Página »